Carreata em Montes Claros tem ataque a tiros contra Iara Pimentel e autoridades exigem rigor

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Carreata em Montes Claros tem ataque a tiros contra Iara Pimentel e autoridades exigem rigor
Tomaz Silva/Agência Brasil

A disputa acirrada deste segundo turno tem sido acompanhada por episódios de violência política contra candidatos, militantes, agentes públicos e cidadãos em diferentes regiões do país. Em Montes Claros (MG), a vereadora Iara Pimentel foi atingida no rosto por um objeto durante ato político realizado na noite de ontem e teve de deixar o local em uma ambulância do Samu.

Segundo o relato, o carro de som em que estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos arremessados durante a carreata. A parlamentar afirmou que a agressão é incompatível com a democracia, defendeu a liberdade de manifestação política e cobrou investigação rigorosa, apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos. Ela também ressaltou que a violência política não pode ser naturalizada e que nenhuma divergência justifica agressões.

Repercussão nacional e reação institucional

O episódio ocorrido em Minas Gerais gerou forte repercussão pública e foi citado por lideranças políticas. A deputada federal eleita Ana Elisa classificou a agressão sofrida por Iara Pimentel como inadmissível e manifestou solidariedade às vítimas. A parlamentar também enfrenta episódios graves de hostilização, tendo sido incluída no Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais após receber sucessivas ameaças de morte e estupro.

Após votar em São Bernardo do Campo (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou os episódios de violência registrados durante a campanha. Ele defendeu a convivência democrática entre pessoas com opiniões divergentes e destacou que a diversidade de ideias deve ser respeitada em qualquer circunstância.

Intimidações contra servidores e ativistas

O cenário de tensão eleitoral também atinge operadores do sistema de justiça e lideranças sociais. A Federação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe) repudiou intimidações direcionadas a servidores da Justiça Eleitoral desde o primeiro turno.

Em paralelo, entidades do Distrito Federal denunciaram casos de violência política de gênero. A União Brasileira de Mulheres do Distrito Federal registrou boletim de ocorrência após um ato de panfletagem ser interrompido por hostilidades, reforçando a necessidade de medidas judiciais firmes para coibir agressões contra mulheres na política.

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