Lula classifica fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos como ato vergonhoso e cobra a Justiça

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Lula classifica fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos como ato vergonhoso e cobra a Justiça
© Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (27), que a saída de Flávio Bolsonaro do país rumo aos Estados Unidos representa um ato vergonhoso. A declaração foi feita durante a celebração do aniversário de 81 anos do chefe do Executivo, em frente ao Palácio da Alvorada, onde reuniu apoiadores para cortar um bolo e discursar sobre o cenário político nacional após o pleito.

Para o presidente reeleito no último domingo (25), a atitude do adversário nas urnas indica tentativa de esquivar-se de obrigações com a Justiça brasileira. “O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa”, declarou o mandatário aos presentes, reforçando que o político deveria ter entregado o passaporte às autoridades competentes antes de qualquer movimentação internacional.

Repercussão e comparações com o passado

Durante o discurso na residência oficial, Lula relembrou o próprio histórico com a Justiça, mencionando o episódio em que se entregou à Polícia Federal em abril de 2018. Naquela época, o atual presidente entregou seus documentos de viagem e cumpriu 580 dias de reclusão antes de ter suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, decisão que reconheceu a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro.

O presidente argumentou que a postura adotada anos atrás teve como objetivo principal desmascarar seus acusadores e comprovar sua inocência perante a opinião pública. “Quem não deve, não teme”, pontuou o petista, contrastando sua conduta passada com a partida repentina do senador derrotado nas urnas, que não entregou os documentos à Polícia Federal conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Articulação internacional e confirmações

A viagem para o exterior ocorreu em menos de 48 horas após a conclusão do segundo turno presidencial. A informação sobre a chegada do parlamentar em território norte-americano ganhou força após publicações do investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, nas redes sociais, apontando uma articulação envolvendo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

A agência de notícias Reuters também confirmou a movimentação do senador rumo aos Estados Unidos. O parlamentar é alvo de investigações conduzidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, incluindo apurações sobre suposta lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas online e o financiamento de produções cinematográficas.

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