O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro à presidência, afirmou à imprensa, nesta terça-feira (27), que não sabia da fuga do agora ex-candidato para os Estados Unidos (EUA). A declaração repercute no cenário político nacional em meio a desdobramentos judiciais e reações de lideranças partidárias em Brasília.
Segundo o parlamentar, a notícia surpreendeu a cúpula da legenda após conversas recentes sobre o futuro político da oposição. O cenário político gerou debates intensos entre parlamentares e aliados do partido na capital federal.
Repercussão e posicionamento da oposição
Durante reunião com lideranças do PL, Rogério Marinho destacou que esperava a permanência do ex-candidato no país para liderar a oposição institucional. O embarque rumo ao exterior ocorreu de forma sigilosa menos de 48 horas após o encerramento do pleito presidencial brasileiro.
Enquanto aliados discutiam os rumos partidários, figuras como o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) utilizaram as redes sociais para comentar o movimento. Por outro lado, autoridades governamentais e representantes diplomáticos mantêm cautela diante da repercussão internacional do caso.
Investigações e ordens judiciais
O episódio ocorre paralelamente a inquéritos conduzidos pela Polícia Federal (PF) que investigam Flávio Bolsonaro por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. As apurações tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes do parlamentar. Como os documentos não foram apresentados no prazo estipulado, a Polícia Federal procedeu com o cancelamento direto dos registros de viagem.
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