Após um longo período de estiagem e temperaturas atípicas para o inverno, o Sul de Minas Gerais se prepara para uma mudança no cenário climático. A massa de ar quente e seco que dominou a região nas últimas semanas perdeu força, permitindo o avanço de uma frente fria que deve trazer o retorno das precipitações entre esta quarta (26) e quinta-feira (27).
Impacto da frente fria na região
De acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema meteorológico deve atuar com maior intensidade nas cidades situadas próximas à divisa com o estado de São Paulo. A previsão indica que a chuva pode vir acompanhada de trovoadas, especialmente durante a madrugada de quinta-feira, oferecendo um alívio temporário ao ar seco que predominava na região.
Embora a nebulosidade já apresente aumento nesta terça-feira (25), a probabilidade de chuva permanece baixa na maior parte do território sul-mineiro. Municípios como Pouso Alegre, Poços de Caldas, Bom Sucesso, Maria da Fé, Alfenas e Varginha podem registrar precipitações isoladas, porém, com volumes reduzidos e sem impacto imediato nos termômetros.
Queda nas temperaturas e bloqueio atmosférico
O meteorologista Denis Garcia, sediado em Lambari, explica que o cenário de calor extremo, com registros que superaram os 30°C em pleno inverno, foi sustentado por um bloqueio atmosférico que finalmente foi rompido. Com a chegada da frente fria, a expectativa é de que as máximas fiquem entre 24°C e 25°C nos próximos dias.
Apesar do alívio térmico, o fenômeno é passageiro. A previsão aponta que o sistema deve se deslocar rapidamente, permitindo que o tempo volte a ficar firme a partir de sábado (29). Com a dissipação da frente fria, a tendência é que os termômetros retomem a trajetória de elevação, mantendo as médias acima do esperado para o período.
Monitoramento dos volumes de precipitação
A expectativa para a quarta e quinta-feira é de chuvas distribuídas por boa parte do Sul de Minas. Em cidades como Itamonte, os modelos meteorológicos projetam volumes próximos a 7 mm. Embora o índice não seja expressivo para reverter o déficit hídrico acumulado, a umidade deve auxiliar na melhora da qualidade do ar, que vinha sendo prejudicada pela secura prolongada.
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