A cidade de Jacuí, no Sul de Minas Gerais, vive dias de profunda consternação após a confirmação da morte de Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos. Conselheira tutelar e mulher trans, Maryna era uma figura amplamente respeitada na comunidade local, reconhecida por sua dedicação ao serviço público e pelo auxílio constante a quem buscava apoio em órgãos municipais. O desaparecimento, iniciado na última sexta-feira (21/08/2026), teve um desfecho trágico nesta terça-feira (25), quando seu corpo foi localizado em uma área rural do município.
Investigação aponta feminicídio e confissão de policial
O caso, que chocou a região, é tratado pela Polícia Civil como feminicídio. O principal suspeito é o sargento da Polícia Militar José Sérgio de Oliveira, de 42 anos. Segundo as autoridades, o militar confessou o crime e indicou o local onde o corpo da vítima estava enterrado, a cerca de um metro e meio de profundidade, em uma região de difícil acesso próxima a uma propriedade rural, às margens da rodovia que conecta Jacuí a Fortaleza de Minas.
O delegado chefe do 18º Departamento da Polícia Civil, Marcos Pimenta, detalhou que a investigação avançou após a coleta de informações que apontavam para um relacionamento entre a vítima e o suspeito. De acordo com o depoimento do militar, houve uma desavença que resultou em um disparo de arma de fogo. O delegado reforçou que, embora o suspeito seja um agente da segurança pública, o crime ocorreu fora do horário de serviço, sendo tratado na esfera da justiça comum.
Repercussão e medidas administrativas
A Polícia Militar de Minas Gerais manifestou-se por meio do coronel Cláudio Aparecido da Silva, comandante da 18ª Região, que prestou condolências à família e confirmou a abertura de um processo administrativo. O procedimento visa apurar a conduta do militar e avaliar sua permanência nos quadros da corporação. Enquanto isso, a defesa de José Sérgio de Oliveira, representada pelo advogado Ricardo Alexandre Lima e Lima, afirmou que seu cliente está colaborando com a busca pela verdade junto às autoridades.
Legado de uma vida dedicada ao próximo
Para os familiares, a perda de Maryna deixa um vazio irreparável. A mãe, Regina Silva de Jesus, descreveu a filha como uma pessoa calma, responsável e avessa a conflitos. A irmã, Dalila Cristina de Jesus, destacou que o reconhecimento do trabalho de Maryna ultrapassava as fronteiras familiares, sendo ela uma referência de prestatividade em diversos setores da administração pública de Jacuí. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de praxe e o sepultamento foi agendado para o Cemitério Municipal.
O Diário Independente segue acompanhando os desdobramentos deste caso e as atualizações das autoridades competentes sobre o inquérito policial. Nosso compromisso é manter você informado com rigor, ética e a profundidade que os fatos exigem. Continue acompanhando nosso portal para mais notícias sobre o Sul de Minas e os principais acontecimentos do país.