Morre Rogério Valença, voz marcante do forró e ex-integrante da banda Calcinha Preta

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Morre Rogério Valença, voz marcante do forró e ex-integrante da banda Calcinha Preta
Foto: Reprodução

O cenário musical brasileiro amanheceu de luto com a confirmação da morte do cantor Rogério Valença, aos 55 anos. O artista, que se tornou uma das vozes mais reconhecidas do forró eletrônico nacional, faleceu nesta segunda-feira (31), em Aracaju, Sergipe. A notícia, que repercutiu amplamente em veículos de comunicação, incluindo o Jornal da Globo, gerou uma onda de homenagens de fãs e colegas de profissão que acompanharam sua trajetória iniciada em Garanhuns, Pernambuco.

Saúde e os últimos momentos de Rogério Valença

Nos últimos tempos, Rogério Valença enfrentava um quadro delicado de saúde. Segundo informações compartilhadas por familiares, o cantor lidava com um diagnóstico de insuficiência renal, condição que exigia um tratamento rigoroso de três sessões de hemodiálise por semana. O artista aguardava na fila por um transplante de rim, mantendo a esperança de recuperação enquanto seguia com sua rotina de cuidados médicos.

Embora relatos de familiares apontem que o falecimento tenha sido decorrente de um infarto, a causa oficial da morte ainda não foi detalhada por laudos médicos conclusivos. A incerteza sobre o desfecho clínico não diminuiu, contudo, a comoção causada pela perda de um nome que dedicou décadas à música regional e nacional.

Legado na Calcinha Preta e no forró eletrônico

A projeção nacional de Rogério Valença consolidou-se entre 1998 e 2000, período em que integrou a banda Calcinha Preta. Sua voz foi fundamental para o sucesso de álbuns emblemáticos, como os Volumes 5 e 6, que ajudaram a elevar o forró eletrônico a um novo patamar de popularidade no Brasil. Músicas como “Eterno Amor”, “Louca por Você” e “Me Leva” tornaram-se marcas registradas de sua passagem pelo grupo.

Após o período na banda sergipana, o artista continuou sua jornada musical em outros projetos, como o grupo Caviar com Rapadura e, mais recentemente, a banda Raio da Silibrina. Sua conexão com as raízes também permaneceu intacta; ele foi uma presença celebrada na edição mais recente do Festival de Inverno de Garanhuns, sua terra natal, reafirmando seu papel como um embaixador da cultura nordestina.

Repercussão e despedida

O falecimento do cantor mobilizou o meio artístico. Em nota oficial, a Calcinha Preta destacou a importância de Rogério para a construção da identidade sonora da banda. O vocalista Marlus Viana também prestou tributo ao colega, ressaltando que o trabalho de Rogério foi um pilar para o crescimento que o grupo alcançou ao longo dos anos.

O cantor deixou o esposo, Edson Monteiro, com quem compartilhou a vida por duas décadas. Após o velório realizado em Aracaju na terça-feira (1º), o corpo seguiu para Garanhuns, onde familiares e amigos prestaram as últimas homenagens. O legado de Rogério Valença permanece vivo na memória dos fãs e na discografia que ajudou a definir uma era do forró no país.

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