Docentes da rede privada do Rio iniciam paralisação de 24 horas por reajuste e melhorias

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Docentes da rede privada do Rio iniciam paralisação de 24 horas por reajuste e melhorias
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Professores da rede particular de ensino do Rio de Janeiro paralisaram as atividades nesta quarta-feira (2), em um movimento de greve que durou 24 horas. A categoria, que busca melhores condições de trabalho e reajuste salarial, concentrou-se em um ato público no Largo do Machado, na zona sul da capital fluminense. Segundo estimativas do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), mais de 1 mil profissionais aderiram à mobilização.

A paralisação foi deliberada em assembleia realizada no último sábado (29), após sucessivas rodadas de negociação com o patronato que não resultaram em acordo. O cenário reflete um descontentamento crescente da classe docente, que aponta para uma defasagem salarial acumulada e uma sobrecarga de tarefas que se intensificou no período pós-pandemia.

O impacto da carga horária extra e a saúde mental

Um dos pontos centrais da pauta é a remuneração pela chamada hora-atividade. De acordo com Fábio Conde, diretor jurídico do Sinpro-Rio, a natureza do trabalho docente mudou significativamente com a digitalização do ensino. O uso constante de plataformas virtuais, a necessidade de adaptação de materiais didáticos e a correção de avaliações fora do horário de aula compõem uma jornada que, muitas vezes, não é reconhecida contratualmente.

Conde descreve a situação como uma escala de trabalho exaustiva, na qual o professor atua sem intervalos adequados para o descanso ou planejamento. Essa pressão contínua tem gerado consequências preocupantes, com um aumento expressivo no número de profissionais afastados por questões de saúde mental, um reflexo direto da precarização das condições laborais nas instituições privadas.

Pauta de reivindicações e negociações

Além da inclusão da cláusula de remuneração pela hora-atividade, os professores listaram outras demandas fundamentais para o encerramento do impasse. Entre os pedidos estão a gratificação por aprimoramento acadêmico, a equiparação salarial entre os docentes da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, e um reajuste salarial de, no mínimo, 5,5%.

A busca por valorização profissional é o mote principal do movimento. Para os docentes, o reajuste é necessário para recompor o poder de compra diante da inflação, enquanto a estruturação da carreira é vista como essencial para garantir a sustentabilidade da profissão a longo prazo. O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio), entidade que representa as escolas, foi procurado pela Agência Brasil, mas optou por não se manifestar sobre o caso neste momento.

O Diário Independente segue acompanhando o desenrolar das negociações entre o Sinpro-Rio e o patronato. Continue acessando nosso portal para se manter informado sobre os desdobramentos desta pauta e outros temas relevantes que impactam a sociedade brasileira, sempre com o compromisso de levar até você uma cobertura jornalística séria e contextualizada.

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