A reestruturação na grade da Globo e a nova fase de Kovalick
A recente dança das cadeiras nos telejornais da TV Globo consolidou uma mudança significativa na carreira de Roberto Kovalick. Após seis anos à frente do Hora 1, o jornalista foi escalado para assumir a bancada do Jornal Hoje, ocupando a vaga deixada por César Tralli, que, por sua vez, passou a integrar a bancada do Jornal Nacional ao lado de Renata Vasconcellos. Essa movimentação estratégica, iniciada no final de outubro de 2025, não alterou apenas a rotina do apresentador, mas também impactou diretamente seus vencimentos.
A transição de Kovalick para o horário vespertino foi vista pela direção da emissora como um movimento técnico preciso. O Jornal Hoje é um dos pilares de audiência e faturamento da grade diária, exigindo de seu âncora uma agilidade apurada para coberturas ao vivo e uma conexão direta com o público. Com a mudança, o Hora 1 passou a ser comandado por Tiago Scheuer, mantendo a continuidade do projeto jornalístico das madrugadas.
Valorização profissional e reajuste salarial
O aspecto financeiro dessa transição reflete a valorização de Roberto Kovalick no mercado televisivo. Segundo informações divulgadas pelo colunista André Romano, o jornalista recebia cerca de R$ 80 mil mensais durante seu período no comando do matutino. Com a migração para o novo posto, seu contrato foi repactuado.
Sob o modelo de contrato por obra certa, que inclui cláusulas de exclusividade e participações institucionais, o salário do apresentador subiu para aproximadamente R$ 120 mil. O reajuste de R$ 40 mil mensais evidencia o peso da nova função e a confiança da emissora na capacidade de entrega do profissional em um dos horários mais competitivos da televisão brasileira.
Trajetória consolidada no jornalismo
A trajetória de Roberto Kovalick na Globo é marcada por uma vasta experiência em campo. O jornalista iniciou sua carreira no rádio na década de 80 e ingressou na emissora em 1990, atuando inicialmente como repórter no Rio de Janeiro e em Brasília. Sua versatilidade foi testada durante os anos em que atuou como correspondente internacional, a partir de 2005.
Durante esse período, passou por cidades como Nova York, Londres e Tóquio. Foi no Japão que Kovalick protagonizou coberturas marcantes, como o tsunami e o acidente nuclear de Fukushima, em 2011, episódios que ele frequentemente cita como os mais desafiadores e significativos de sua carreira. De volta ao Brasil em 2016, atuou como repórter especial antes de consolidar sua imagem como âncora de telejornais de grande relevância.
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