O judô paralímpico brasileiro reafirmou seu protagonismo no cenário internacional neste sábado (26). Durante o segundo dia de disputas do Campeonato Mundial, realizado em Tbilisi, na Geórgia, a delegação nacional conquistou três medalhas de ouro, consolidando uma campanha histórica que já soma dez pódios na competição. O desempenho reforça a hegemonia técnica dos atletas do país, que seguem dominando as categorias de base e de elite da modalidade.
Consolidação do judô paralímpico brasileiro
A jornada vitoriosa foi liderada por nomes que já possuem trajetórias consagradas no esporte. Alana Maldonado, judoca paulista e atual bicampeã paralímpica na classe J2 (baixa visão), categoria até 70 kg, adicionou mais um feito notável ao seu currículo. Em uma final tensa, que exigiu a disputa do golden score, a atleta superou a cazaque Ayala Mereke com um wazari, garantindo seu quarto título mundial.
O potiguar Arthur Silva, competindo na classe J1 (cegos) até 95 kg, também manteve o ritmo vitorioso. Ao derrotar o britânico Daniel Powell, o brasileiro conquistou o bicampeonato mundial consecutivo. O atleta, que já havia subido ao lugar mais alto do pódio no Mundial de 2025, em Astana, no Cazaquistão, e nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, reafirma sua posição como um dos judocas mais dominantes da atualidade.
Eficiência e renovação no tatame
Completando o trio de ouros do dia, Brenda Freitas demonstrou um nível técnico apurado na classe J1, categoria até 70 kg. Em uma final relâmpago, a brasileira superou a chinesa Wang Wenjing com um ippon em menos de um minuto de combate. O resultado marca a defesa bem-sucedida do título conquistado no ano anterior, evidenciando a preparação física e tática da equipe brasileira.
Além dos ouros, o Brasil celebrou outras conquistas importantes que elevaram o quadro de medalhas para cinco pratas e dois bronzes. Entre os medalhistas, destacam-se Milena Freitas, que conquistou a prata na classe J1 (acima de 70 kg), e Marcelo Casanova, também medalhista de prata na classe J2 (até 95 kg). O pódio foi complementado pelos bronzes de Rebeca Silva e Felipe Amorim, ambos na classe J2.
Perspectivas para o encerramento do mundial
A participação brasileira em Tbilisi não termina com as disputas individuais. O evento, que se encerra neste domingo (27), reserva as competições por equipes, onde o Brasil busca fechar sua participação com chave de ouro. A expectativa é que a coesão demonstrada pelos atletas nos combates individuais se traduza em um desempenho sólido coletivamente, mantendo o país entre as potências mundiais da modalidade.
Para acompanhar os desdobramentos do esporte paralímpico e outras notícias de relevância nacional e internacional, continue conectado ao Diário Independente. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística precisa, contextualizada e comprometida com a informação de qualidade sobre os grandes eventos esportivos e sociais que movimentam o Brasil e o mundo. Acesse Agência Brasil para mais detalhes técnicos sobre o torneio.