Nova lei estabelece diretrizes para profissionalizar o futebol feminino e preparar o país para 2027

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Nova lei estabelece diretrizes para profissionalizar o futebol feminino e preparar o país para 2027
Rafael Zocco/Ferroviária

O futebol feminino brasileiro acaba de conquistar um marco histórico com a sanção de uma nova legislação que estabelece diretrizes permanentes para o desenvolvimento da modalidade. Publicada no Diário Oficial da União, a norma eleva o esporte ao status de prioridade na política pública esportiva nacional, consolidando um esforço de longo prazo para reduzir desigualdades e fomentar a profissionalização das atletas em todo o território.

Compromisso com a equidade e proteção social

A legislação vai além do campo de jogo ao determinar que a promoção da equidade considere as disparidades territoriais, socioeconômicas e raciais que historicamente dificultam o acesso de mulheres ao esporte. Um dos pilares centrais do texto é a proteção integral das atletas, com foco especial na segurança física e psicológica, além da garantia de direitos fundamentais ligados à gravidez e à maternidade.

O objetivo é criar um ambiente seguro e inclusivo, combatendo ativamente o racismo, a violência e qualquer forma de discriminação. Para isso, o Ministério do Esporte, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), federações e clubes, deverá implementar protocolos rigorosos de prevenção e enfrentamento a esses abusos, abrangendo desde jogadoras e árbitras até profissionais de gestão e torcedoras.

Profissionalização e metas de gestão

Para fortalecer a estrutura da modalidade, a lei impõe limites graduais para a inscrição de atletas não profissionais em competições oficiais. Na principal divisão nacional, o teto é de quatro jogadoras sem contrato profissional por equipe, enquanto nas demais divisões nacionais e estaduais o limite chega a seis. Em outras competições profissionais, o número máximo é de oito atletas não profissionais.

O governo federal tem a missão de definir um cronograma para reduzir esses números progressivamente, visando a profissionalização total do setor. Além disso, a norma exige que entidades esportivas mantenham equipes femininas para obterem certificações específicas, uma medida que força a descentralização do investimento e a valorização das categorias de base em todo o país.

Legado para a Copa do Mundo de 2027

Com o Brasil confirmado como sede da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027, que será realizada entre 24 de junho e 25 de julho, a nova lei também prevê a criação de um plano de legado estruturado. A expectativa é que o torneio não seja apenas um evento passageiro, mas um catalisador para a sustentabilidade econômica e o aumento da participação feminina em cargos de decisão, como direção técnica e arbitragem.

O Ministério do Esporte atuará como o principal articulador, estimulando parcerias entre universidades, escolas e clubes para a detecção de talentos. A intenção é que, ao final do ciclo da Copa, o país possua um ecossistema mais robusto, com calendários organizados e maior empregabilidade para mulheres em todas as esferas do futebol, conforme detalhado pela Agência Brasil.

O Diário Independente segue acompanhando de perto os desdobramentos desta nova política pública e seu impacto real nos gramados e nas estruturas administrativas do esporte nacional. Continue conosco para se manter informado sobre as transformações no cenário esportivo e outros temas relevantes para a sociedade brasileira.

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