Lula defende fim da escala 6×1 e critica propostas de cortes em investimentos públicos

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Lula defende fim da escala 6x1 e critica propostas de cortes em investimentos públicos
Foto: Ricardo Stuckert

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou, durante pronunciamento à imprensa em Brasília, seu apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho na escala 6×1. Em um momento de intensa movimentação política, o presidenciável destacou que a medida é um compromisso central de sua campanha, visando garantir que o trabalhador brasileiro tenha o direito de atuar cinco dias por semana com dois dias de descanso, sem que isso resulte em qualquer redução salarial.

Tramitação da proposta no Senado

A discussão sobre a jornada de trabalho ganhou tração no Congresso Nacional. Nesta quinta-feira (4), o Plenário do Senado realizou a terceira sessão de debates sobre o texto da PEC. Para que a proposta avance para a votação definitiva, o regimento exige a realização de mais duas sessões de discussão. O tema tem mobilizado diversos setores da sociedade civil e sindicatos, que enxergam na mudança uma forma de melhorar a qualidade de vida e a saúde mental da classe trabalhadora.

Críticas à política de cortes e ajuste fiscal

Durante o encontro com a coordenação de campanha, Lula direcionou críticas à proposta de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), focada em cortes de despesas públicas. O candidato petista argumentou que políticas de austeridade, como o teto de gastos, frequentemente resultam em prejuízos diretos para as camadas mais vulneráveis da população. Ele relembrou o cenário encontrado ao assumir seu terceiro mandato, citando reduções orçamentárias expressivas em programas sociais estratégicos.

De acordo com o candidato, houve um corte de 59% no programa Farmácia Popular e de 50% no Mais Médicos no período anterior. “No Brasil, toda vez que um governo diz que vai fazer corte, teto de gastos e ajuste fiscal, eles fazem essa proposta para tirar do pobre”, afirmou Lula, enfatizando que a valorização do salário mínimo acima da inflação para aposentados não faz parte da agenda de governos conservadores.

Investimento em infraestrutura como motor econômico

Para o candidato, a estratégia para reduzir a dívida pública não deve passar pelo corte de investimentos essenciais, mas sim pela expansão da capacidade produtiva do país. Lula defendeu a aplicação de recursos em obras que aumentem o patrimônio nacional, como a construção de ferrovias, hidrelétricas e rodovias. Segundo ele, o crescimento econômico sustentado pelo investimento estatal em infraestrutura é o caminho para gerar emprego e renda.

A visão apresentada pelo presidenciável contrapõe o modelo de ajuste fiscal estrito, propondo que o Estado atue como indutor do desenvolvimento. Ao priorizar ativos que tragam retorno a longo prazo, a campanha petista busca consolidar um discurso de retomada do crescimento econômico com foco social. Para acompanhar os desdobramentos desta pauta e outras notícias relevantes sobre o cenário político nacional, continue lendo o Diário Independente, seu portal de confiança para informações atualizadas e contextualizadas.

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