Brasil atinge marca de 1 bilhão de chaves PIX cadastradas no sistema financeiro

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Brasil atinge marca de 1 bilhão de chaves PIX cadastradas no sistema financeiro
© Bruno Peres/Agência Brasil

O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro atingiu um marco histórico em setembro de 2026. Segundo dados oficiais do Banco Central, o país ultrapassou a marca de 1 bilhão de chaves Pix cadastradas. O volume de registros encerrou o mês em 1,008 bilhão, um avanço expressivo frente aos 998 milhões contabilizados em agosto e aos 920 milhões registrados ao final de 2025.

Crescimento e perfil dos usuários no ecossistema financeiro

Embora o número de chaves impressione, ele não reflete diretamente a quantidade de usuários individuais. O sistema hoje congrega cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. A discrepância entre o número de usuários e o total de chaves ocorre porque cada pessoa ou empresa pode registrar múltiplos identificadores, resultando em uma média próxima de seis chaves por cliente.

Do montante total de registros, a grande maioria está vinculada a pessoas físicas, somando 956,7 milhões de chaves. O setor corporativo, representado por empresas, detém 51,2 milhões de registros. Essa capilaridade demonstra como o Pix deixou de ser apenas uma ferramenta de transferência entre conhecidos para se tornar o principal meio de pagamento no varejo e nas relações comerciais cotidianas.

Preferência pelas chaves aleatórias e segurança

Entre as opções disponíveis, a chave aleatória consolidou-se como a preferida dos brasileiros, representando 52,3% do total, com 526,8 milhões de registros. Essa modalidade permite que o usuário receba valores sem a necessidade de compartilhar dados sensíveis, como CPF, e-mail ou número de telefone, o que reforça a privacidade nas transações.

A distribuição das demais chaves segue com 166,3 milhões de registros vinculados a números de celular, 153,9 milhões associados ao CPF e 144,6 milhões atrelados a endereços de e-mail. A flexibilidade do sistema permite que pessoas físicas cadastrem até cinco chaves por conta, enquanto empresas possuem um limite maior, de até 20 chaves, facilitando a gestão financeira de diferentes frentes de negócio.

Impacto no volume de transações e economia

O avanço no número de cadastros é acompanhado por um volume massivo de movimentações financeiras. Em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) processou 7,1 bilhões de transações, movimentando cerca de R$ 3,2 trilhões. Esse fluxo financeiro evidencia a importância do Pix para a liquidez da economia nacional, permitindo que recursos circulem em tempo real entre instituições financeiras distintas.

Diante desse cenário de alta utilização, o Banco Central mantém o foco na segurança. Desde novembro de 2025, a autoridade monetária tem estudado mecanismos para restringir a criação de chaves não autorizadas, visando mitigar riscos de fraudes. A recomendação constante para os usuários permanece sendo a verificação rigorosa da identidade do destinatário antes da confirmação de qualquer envio de valores, garantindo que a praticidade do sistema não comprometa a proteção do patrimônio.

O Diário Independente segue acompanhando de perto as atualizações do sistema financeiro e os impactos do Pix no cotidiano dos brasileiros. Continue conosco para se manter informado sobre as mudanças nas regras, inovações tecnológicas e o cenário econômico que molda o futuro das transações no país.

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