O Palmeiras surpreendeu o cenário do futebol feminino ao anunciar a lista de inscritas para a Copa Libertadores de 2026, que será realizada em Quito, no Equador. A principal ausência na relação alviverde é a goleira colombiana Kate Tapia, titular absoluta da equipe. O clube justificou a decisão citando questões disciplinares relacionadas a uma viagem da atleta para o seu país de origem.
De acordo com o comunicado oficial do Verdão, a jogadora havia solicitado autorização para viajar à Colômbia com o objetivo de resolver problemas particulares envolvendo seu pai. Embora a diretoria e a comissão técnica tenham concedido a permissão, o clube alega que a goleira embarcou antes da data acordada, sem o consentimento formal da instituição. O episódio gerou um desgaste imediato na relação entre as partes, culminando na exclusão da atleta do torneio continental.
Repercussão e o desabafo da atleta
Após a divulgação da lista, Kate Tapia utilizou suas redes sociais para apresentar sua versão dos fatos. A goleira de 33 anos confirmou o pedido de autorização, mas afirmou que, diante da gravidade da situação familiar que enfrentava, decidiu antecipar a viagem em um dia para se reunir com seus parentes antes de se apresentar à seleção colombiana, para a qual foi convocada para amistosos contra a Venezuela.
Em um desabafo público, a atleta expressou sua decepção com a forma como foi comunicada sobre a decisão. “O que mais me entristeceu foi ter sido informada, após quatro anos de entrega, trabalho e compromisso, de que não faria parte da Libertadores por meio de uma comunicação no grupo da equipe, sem ter tido previamente uma conversa pessoal”, lamentou. O contrato de Tapia com o Palmeiras encerra-se em dezembro, e o incidente levanta incertezas sobre a continuidade da jogadora no clube, onde se tornou ídolo ao conquistar cinco títulos, incluindo atuações memoráveis em disputas de pênaltis contra o Corinthians.
Impacto no elenco e preparação para a Libertadores
Com a ausência de Tapia, a responsabilidade de defender a meta alviverde na competição recai sobre Natascha, que deve assumir a titularidade. O elenco, comandado pela técnica Rosana Augusto, conta ainda com as goleiras Ravena e Tainá na lista de 23 inscritas. O Palmeiras integra o Grupo B, ao lado de Belgrano, Universitario e do anfitrião Dragonas, buscando o bicampeonato após o título conquistado em 2022.
A participação brasileira na Libertadores Feminina de 2026 é robusta, com o país buscando manter a hegemonia histórica no torneio. O Corinthians, atual tricampeão, e o Cruzeiro, que faz sua estreia na competição, completam o trio de representantes nacionais. A disputa, que se estende até o dia 31 de outubro, reforça o protagonismo do Brasil na modalidade, país que acumula 14 dos 17 títulos disputados até hoje. Para acompanhar os próximos desdobramentos desta competição e as análises sobre o desempenho dos clubes brasileiros, continue lendo o Diário Independente, seu portal de referência para informação de qualidade e atualizada.