Anos após o crime que chocou o país envolvendo Elize Matsunaga, a residência da família do empresário Marcos Kitano Matsunaga voltou a ser palco de violência em São Paulo. Na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, uma quadrilha armada invadiu a mansão localizada no bairro do Alto de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista, transformando a tarde em uma ocorrência de alto risco marcada por um cerco policial.
A ação criminosa mobilizou equipes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) após uma chamada de emergência sobre movimentações suspeitas na rua Alberto Faria. O episódio resultou em um confronto armado, na morte de três suspeitos, na prisão de um quarto envolvido e em ferimentos em um policial militar, que foi prontamente socorrido e hospitalizado sem risco de morte.
A dinâmica da invasão e o cerco policial
O plano da quadrilha começou a ser executado quando os criminosos utilizaram um veículo preto e um controle remoto clonado para burlar o sistema de segurança e acessar diretamente a garagem da propriedade. O imóvel abriga três construções interligadas e pertence aos familiares do executivo assassinado em 2012.
No interior da residência, os assaltantes renderam funcionários domésticos e o motorista da família, mantendo as vítimas sob forte tensão enquanto exigiam informações sobre cofres e joias. A rápida percepção de um vigilante da região evitou que o pior acontecesse com os reféns, que conseguiram se trancar em um dos cômodos e acionar as forças de segurança públicas.
Com a chegada rápida das equipes da Rota, os criminosos tentaram escapar pelas dependências da luxuosa propriedade. Parte do bando correu em direção à área externa e disparou contra os agentes, desencadeando o tiroteio que culminou na morte de três suspeitos e na captura de Rodney José Moreira Gabira nos fundos do terreno.
O histórico de violência e o peso do passado
Este novo episódio traumático reviveu memórias difíceis para a família, que já havia lidado com outras ocorrências graves de segurança e com a tragédia nacional envolvendo Marcos Kitano Matsunaga em maio de 2012. Em agosto de 2023, os pais do empresário, Mitsuo e Misako Matsunaga, além da neta do casal, também foram alvos de criminosos que os mantiveram amarrados e reféns na mesma residência.
Naquela ocasião anterior, os bandidos subtraíram cerca de R$ 20 mil em espécie, aparelhos eletrônicos e armas de fogo registradas. A exposição contínua da mansão a crimes patrimoniais e invasões reforça os debates sobre a vulnerabilidade de residências de alto padrão e a necessidade de policiamento ostensivo na região oeste da metrópole.
O caso também traz inevitavelmente à tona o impacto duradouro do homicídio cometido por Elize Matsunaga, condenada pelo assassinato e esquartejamento do marido, que cumpre pena em regime aberto desde 2022 após anos de ampla cobertura midiática e repercussão social.
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