Procon paulistano aplica multa milionária à Enel por apagões na capital

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Procon paulistano aplica multa milionária à Enel por apagões na capital
© Rovena Rosa/Agência Brasil

O Procon Paulistano aplicou uma multa de R$ 11,4 milhões à concessionária Enel devido a falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica na capital paulista. A penalidade, vinculada à Secretaria de Justiça da prefeitura de São Paulo, foi oficializada após análises de episódios críticos que deixaram milhões de moradores sem eletricidade e geraram forte repercussão pública na região metropolitana.

A medida administrativa reforça o cerco regulatório contra prestadoras de serviços essenciais diante de episódios de interrupção prolongada no abastecimento. A atuação dos órgãos de defesa do consumidor busca responsabilizar empresas por falhas estruturais e operacionais na gestão da rede elétrica urbana.

Fiscalização aponta falhas graves no fornecimento

As investigações conduzidas pelo órgão municipal concentraram-se em ocorrências registradas entre os meses de setembro e dezembro do ano passado. O período mais crítico ocorreu entre os dias 8 e 10 de dezembro, quando cerca de 3 milhões de consumidores enfrentaram a ausência completa de luz em diferentes bairros da cidade.

De acordo com o entendimento do Procon Paulistano, a interrupção generalizada comprometeu direitos básicos dos cidadãos e evidenciou fragilidades na capacidade de resposta rápida da distribuidora diante de ocorrências climáticas adversas na capital.

Defesa da concessionária e eventos climáticos

Em nota oficial enviada à imprensa, a Enel manifestou discordância em relação à sanção aplicada pelo órgão de defesa do consumidor. A empresa argumentou que sua atuação seguiu parâmetros compatíveis com a magnitude dos impactos provocados por ventos fortes e prolongados que atingiram a área de concessão no período avaliado.

Segundo dados divulgados pela própria distribuidora, os episódios de instabilidade climática afetaram aproximadamente 4,4 milhões de clientes em dezembro. A companhia destacou ainda que conseguiu restabelecer o serviço para cerca de 80% dos afetados em um intervalo de até 24 horas após o pico das ocorrências.

Próximos passos e direito de defesa

Apesar da confirmação da penalidade após etapas internas de análise de recursos, a legislação vigente assegura à empresa concessionária o direito de contestar a decisão em instâncias administrativas superiores. O prazo estabelecido para a apresentação de novos argumentos jurídicos é de 15 dias, contados a partir da publicação oficial da medida.

O caso segue sob monitoramento rigoroso de autoridades municipais e federais, que avaliam tanto a qualidade dos serviços prestados quanto o cumprimento de metas contratuais essenciais para garantir a estabilidade do abastecimento elétrico na metrópole.

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