Arrecadação federal avança em setembro e atinge marca expressiva

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Arrecadação federal avança em setembro e atinge marca expressiva
© José Cruz/Agência Brasil

A arrecadação das receitas federais alcançou o patamar de R$ 239,4 bilhões em setembro, conforme os dados divulgados pela Receita Federal. O montante representa um crescimento real de 5,62%, após o desconto da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho reforça a dinâmica positiva das contas públicas ao longo dos meses recentes, impulsionada por diferentes matrizes econômicas.

No balanço acumulado de janeiro a setembro, o volume total arrecadado chegou a R$ 2,351 trilhões, o que demonstra uma alta real de 6,97% em relação ao intervalo correspondente de 2025. As receitas diretamente administradas pelo órgão fiscalizador somaram R$ 231,4 bilhões no mês analisado, refletindo a expansão das atividades econômicas, o comportamento do mercado de trabalho e as atualizações nas normativas tributárias do país.

Contribuição da Previdência Social

O setor previdenciário teve um papel de destaque no resultado consolidado, com a arrecadação da Previdência somando R$ 64,6 bilhões em setembro. Esse desempenho significou uma alta real de 6,18% em comparação ao mesmo mês do ano passado, amparada pela elevação da massa salarial e pelo avanço nos recolhimentos do Simples Nacional previdenciário.

Outro fator determinante para o comportamento da arrecadação previdenciária foi a implementação da reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos. Essa medida estrutural alterou o fluxo de recolhimento de diversos setores, gerando impactos diretos sobre o volume total administrado pelo governo federal no período.

Impacto de tributos e importações

Os tributos incidentes sobre as importações registraram um salto expressivo de 21,07% em setembro, somando R$ 13,3 bilhões. O resultado foi impulsionado tanto pelo incremento no volume de mercadorias estrangeiras que ingressaram no país quanto pelas alterações nas alíquotas efetivas de tributos, além da variação cambijal observada no período.

Paralelamente, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital atingiu R$ 12,06 bilhões, com alta real de 9,68%. O avanço foi estimulado principalmente pelos ganhos obtidos em aplicações de renda fixa e pela movimentação em torno da tributação de dividendos, refletindo o comportamento do mercado financeiro e corporativo.

Desempenho consolidado do ano

Considerando o cenário dos nove primeiros meses, a arrecadação da Previdência alcançou R$ 575,9 bilhões, consolidando uma alta real de 5,16%. Na mesma linha, os recolhimentos referentes ao IRPJ e à CSLL totalizaram R$ 444,2 bilhões, registrando crescimento de 5,76% frente ao acumulado prévio.

O conjunto formado por PIS/Pasep e Cofins também apresentou resultados robustos, somando R$ 466,55 bilhões entre janeiro e setembro, o que representa um acréscimo real de 4,1%. Para acompanhar análises aprofundadas sobre economia, finanças públicas e os desdobramentos do cenário fiscal brasileiro, continue navegando pelo Diário Independente, sua fonte diária de jornalismo rigoroso e contextualizado.

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