Greve nacional dos bancários da Caixa continua após rejeição de proposta final

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Greve nacional dos bancários da Caixa continua após rejeição de proposta final
© Valter Campanato/Agência Brasil

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada na quinta-feira (10), após rejeitarem a proposta final apresentada pela instituição financeira. A paralisação, que ocorre por tempo indeterminado, reflete o impasse nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com o ponto central da discórdia concentrado nas alterações propostas para o Saúde Caixa, o plano de assistência médica da categoria.

Impasse sobre o plano de saúde e negociações

A insatisfação dos trabalhadores foi consolidada na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, onde 68% dos votantes se posicionaram contra o texto apresentado pelo banco em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11). A categoria aponta que as mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação do plano de saúde seriam prejudiciais aos beneficiários.

Antes da votação, a direção da Caixa havia classificado a oferta como definitiva, sinalizando a possibilidade de recorrer à Justiça do Trabalho caso o resultado fosse negativo. O banco estuda agora o ingresso de um dissídio coletivo, mecanismo jurídico utilizado para que o tribunal estabeleça as condições de trabalho e solucione o conflito. Apesar do cenário de tensão, a instituição declarou que mantém o diálogo aberto com as entidades sindicais em busca de um entendimento.

Histórico da paralisação e rejeição anterior

O movimento paredista ganhou força após a rejeição de uma proposta anterior, que já havia sido recusada por mais de 90% das bases sindicais, segundo dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Desde o início da greve, diversas agências pelo país amanheceram com as portas fechadas, impactando o atendimento presencial ao público.

A proposta rejeitada pela categoria incluía itens como um prêmio de R$ 3 mil por empregado, reajustes salariais e a antecipação de parcelas da 13ª mensalidade. No entanto, as novas diretrizes para o Saúde Caixa — que incluíam faixas de contribuição baseadas na idade, cobrança por dependentes e aumento no teto de coparticipação — foram determinantes para a decisão dos bancários em manter o movimento.

Impactos no atendimento e cenário no Banco do Brasil

Enquanto a greve persiste na Caixa, a situação no Banco do Brasil segue um caminho distinto. Na maior parte das bases sindicais, a categoria aprovou a proposta apresentada pela instituição, permitindo que as atividades ocorressem normalmente na sexta-feira (11). Contudo, o movimento ainda se mantém ativo em 18 bases sindicais específicas, onde os trabalhadores optaram por não encerrar a paralisação.

Para minimizar os transtornos aos clientes durante a greve, a Caixa reforçou a orientação para o uso de canais digitais. Serviços como o aplicativo Caixa, Internet Banking, WhatsApp Caixa e o Caixa Tem permanecem como as principais alternativas para movimentações financeiras. Além disso, a rede de caixas eletrônicos, o Banco24Horas e as unidades lotéricas seguem operando, com suporte telefônico disponível pelo Alô Caixa.

O Diário Independente segue acompanhando o desenrolar das negociações entre os bancários e a Caixa Econômica Federal. Continue acessando nosso portal para se manter informado sobre esta e outras notícias que impactam a economia e o cotidiano dos brasileiros, com a credibilidade e a profundidade que você exige.

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