A Câmara Municipal de Poços de Caldas aprovou, recentemente, uma moção de apelo endereçada ao governo de Minas Gerais, solicitando intervenção urgente para evitar a paralisação de linhas de transporte coletivo intermunicipal que conectam o município a cidades vizinhas. A medida reflete a apreensão do Legislativo local diante do fim de um contrato emergencial que sustentava a operação desses trajetos.
O impasse nas linhas intermunicipais
A instabilidade no serviço de transporte regional teve início após o encerramento, na última segunda-feira, do contrato que permitia a operação temporária de rotas essenciais. Entre os trajetos impactados estão as ligações entre Poços de Caldas e Botelhos, incluindo o distrito de Palmeiral, além das linhas que atendem os municípios de Divisa Nova e Alfenas.
O cenário de incerteza foi agravado pelo fracasso de uma tentativa anterior de regularização. O governo estadual chegou a abrir um processo licitatório visando a concessão definitiva dos serviços, porém, nenhuma empresa apresentou propostas, resultando em uma licitação deserta. Sem interessados, o modelo atual de operação ficou fragilizado, deixando milhares de usuários em um limbo administrativo.
Impacto social e dependência do transporte
A relevância do transporte intermunicipal para a região vai além da logística básica. Conforme apontado pelos parlamentares, essas linhas são vitais para o cotidiano de centenas de cidadãos que dependem do sistema para acessar serviços básicos em Poços de Caldas. O deslocamento diário para o trabalho, a realização de tratamentos de saúde e a frequência em instituições de ensino são as atividades mais afetadas pela ameaça de interrupção.
A preocupação é que, sem uma solução imediata, a população de cidades menores fique isolada dos centros de referência regional. Embora os ônibus continuem circulando neste momento, a ausência de um amparo contratual vigente gera insegurança jurídica e operacional para as empresas e para os usuários.
Propostas de solução e apelo à Seinfra
A moção aprovada pelos vereadores, que conta com a assinatura de diversos parlamentares da casa, solicita formalmente que a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) tome providências imediatas. Entre as sugestões apresentadas ao governo estadual, destacam-se a criação de um plano de contingência eficaz ou a prorrogação emergencial do contrato que expirou.
Além das medidas paliativas, os vereadores defendem uma revisão profunda na modelagem das licitações. Em conjunto com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), o Legislativo sugere que as condições dos editais sejam reavaliadas para torná-las mais atrativas ao mercado, garantindo que o serviço público de transporte seja mantido com qualidade e continuidade. Até o momento, a pasta estadual e a empresa SC Minas não se manifestaram sobre o caso.
O Diário Independente segue acompanhando os desdobramentos desta situação e os impactos para os moradores da região. Continue conosco para se manter informado sobre as decisões que afetam o seu cotidiano e o desenvolvimento de Minas Gerais.