Devolução de valores das bets supera R$ 1 bilhão para apostadores brasileiros

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Devolução de valores das bets supera R$ 1 bilhão para apostadores brasileiros
© REUTERS/Manuel Ausloos/ Proibido reprodução

O processo de encerramento das atividades de diversas plataformas de apostas online no Brasil atingiu um marco significativo. Dados recentes do governo federal confirmam que mais de R$ 1 bilhão em saldos mantidos por usuários nas chamadas bets já foram devolvidos. A medida faz parte do cronograma de transição após a proibição de sites que não se adequaram às novas normas regulatórias do setor.

O fluxo de restituição e o saldo remanescente

Com a movimentação financeira realizada pelas empresas, o montante que ainda aguarda transferência caiu drasticamente de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões. Este valor residual refere-se a apostadores que não realizaram o saque voluntário até o prazo final, encerrado em 5 de outubro. O compromisso estabelecido determina que os bancos finalizem o repasse desses recursos aos usuários até o dia 14 de outubro.

A operação envolve um universo expressivo de 22,5 milhões de apostadores, cujos valores estavam distribuídos em cerca de 70,5 milhões de contas ativas. De acordo com o levantamento das empresas, a grande maioria dos saldos pendentes é composta por quantias irrisórias: 90% das contas possuem menos de R$ 1 a receber, enquanto 97% dos saldos são inferiores a R$ 10.

Desafios jurídicos e o papel da Caixa Econômica Federal

Apesar do avanço, o processo enfrenta entraves operacionais. Oito empresas do setor ainda não forneceram aos bancos as informações necessárias para viabilizar a devolução dos valores aos seus clientes. Diante da resistência ou ineficiência dessas plataformas, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Justiça para obrigar o envio dos dados.

Para garantir que nenhum cidadão seja prejudicado pela omissão das empresas, o governo estabeleceu uma rede de proteção financeira. Caso os bancos encontrem impedimentos técnicos ou legais para processar a devolução, os recursos serão transferidos para a Caixa Econômica Federal. A instituição financeira pública assumirá, nestes casos, a responsabilidade direta pelo pagamento aos apostadores.

Combate às plataformas ilegais e impacto digital

Paralelamente à devolução dos saldos, o governo intensificou o cerco contra a operação de sites irregulares. Entre 25 de setembro e 9 de outubro, foram encaminhados para bloqueio 16.627 endereços eletrônicos de apostas ilegais. A ação também focou na desarticulação de comunidades digitais que promoviam esses serviços.

O esforço de remoção atingiu 3.691 páginas, perfis e grupos em diversas redes sociais. O impacto é notável no Telegram, onde 1.027 grupos com cerca de 18,5 milhões de membros foram identificados. No TikTok, a fiscalização alcançou 115 perfis que somavam aproximadamente 459 mil seguidores. Ao todo, o ecossistema de apostas ilegais desmantelado possuía um alcance potencial de 18,9 milhões de usuários.

Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras medidas que impactam a economia e a segurança digital no país, continue acessando o Diário Independente. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, contextuais e essenciais para o seu dia a dia.

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