O apresentador Ratinho voltou a ser alvo de intensas críticas nas redes sociais após reafirmar posicionamentos controversos sobre a deputada federal Erika Hilton. Em uma entrevista recente a um podcast, o comunicador do SBT manteve suas declarações anteriores, nas quais contesta a legitimidade de mulheres trans em espaços de representação feminina, gerando uma onda de reações negativas entre figuras públicas e internautas.
Repercussão e críticas de Gominho
Entre os críticos mais enfáticos está o influenciador Gominho. Ao tomar conhecimento da insistência do apresentador em seus comentários, Gominho utilizou suas redes sociais para manifestar indignação. O influenciador classificou a postura do veterano como inaceitável e sugeriu que o comunicador deveria ser afastado da televisão, utilizando termos fortes para descrever sua insatisfação com a conduta do apresentador diante de temas que envolvem direitos humanos e identidade de gênero.
A fala que motivou a revolta de Gominho foi a insistência de Ratinho sobre a composição da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O apresentador afirmou que o colegiado deveria ser presidido por alguém que “tenha útero”, reforçando uma visão binária de gênero que desconsidera a identidade de pessoas trans. “Trans é um ser humano que nasceu com coisas de mulher, mas não é mulher”, declarou o comunicador durante a entrevista.
Defesa de Milene Pavorô
A controvérsia não ficou restrita ao embate entre Gominho e Ratinho. Milene Pavorô, assistente de palco de longa data no programa do apresentador, saiu em defesa de seu colega de trabalho. Em uma publicação que repercutia a polêmica, a assistente rebateu as críticas recebidas pelo comunicador. “Assim como o bem, o mal volta pra quem deseja”, escreveu Pavorô, sugerindo que as ofensas proferidas contra o apresentador teriam um efeito de retorno para quem as emite.
Contexto jurídico e a disputa com Erika Hilton
O conflito entre Ratinho e a deputada Erika Hilton não é recente. A tensão escalou em março, quando a parlamentar foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Na ocasião, o apresentador utilizou seu espaço na grade do SBT para questionar a escolha, argumentando que não seria “justo” que uma mulher trans ocupasse o cargo, dado que haveria, segundo ele, outras opções de mulheres cisgênero para a função.
A postura do apresentador resultou em desdobramentos judiciais significativos. Erika Hilton acionou a Justiça contra Ratinho e o SBT, alegando discurso de ódio e transfobia. Em agosto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve uma decisão que obriga o SBT a exibir um direito de resposta da deputada dentro do programa. O entendimento do tribunal é de que as falas do comunicador ultrapassaram a barreira da crítica política, adentrando o campo da ofensa pessoal e da discriminação.
O Diário Independente segue acompanhando os desdobramentos desta disputa judicial e os impactos das declarações de figuras públicas no debate social. Continue conosco para se manter informado sobre os principais acontecimentos do cenário nacional, com o compromisso de trazer sempre uma leitura contextualizada e imparcial dos fatos que movimentam o país.