Legado na bancada: relembre 8 jornalistas icônicos que marcaram a história do Jornal Nacional

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Legado na bancada: relembre 8 jornalistas icônicos que marcaram a história do Jornal Nacional
Jornal Nacional e luto (Foto: Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/Globo

O Jornal Nacional, principal telejornal da TV Globo, não é apenas um espaço de informação diária, mas um pilar fundamental da memória coletiva brasileira. Desde a sua estreia em 1969, o programa foi a vitrine para profissionais que se tornaram ícones da comunicação, moldando o padrão de credibilidade e a linguagem do jornalismo televisivo no país. Ao longo de mais de cinco décadas, muitos desses nomes deixaram um legado indelével, embora a trajetória de alguns tenha sido interrompida por desafios de saúde que comoveram o público.

Relembrar esses profissionais é também revisitar a própria história do Brasil, já que muitos deles estiveram à frente de coberturas que mudaram o curso da nossa realidade social e política. A seguir, destacamos a trajetória de oito grandes nomes que passaram pela bancada mais famosa do país e que, infelizmente, já faleceram, deixando uma lacuna na história da televisão brasileira.

A era dos pioneiros e as vozes que definiram o telejornalismo

Cid Moreira é, sem dúvida, o nome mais emblemático dessa trajetória. Com sua voz inconfundível, ele comandou a estreia do Jornal Nacional em 1969 e permaneceu como âncora por 26 anos, tornando-se sinônimo de autoridade e seriedade. O jornalista, que também brilhou no Fantástico, faleceu em 3 de outubro de 2024, aos 97 anos, em decorrência de uma falência de múltiplos órgãos após enfrentar uma longa batalha contra uma doença renal crônica.

Ao lado de Cid, na bancada inaugural, estava Hilton Gomes, outro gigante da comunicação. Sua atuação foi fundamental nos primeiros anos do telejornal, estendendo-se até 1972. Gomes foi um profissional versátil, responsável por narrar momentos históricos, como a chegada do homem à Lua. Ele faleceu em 17 de outubro de 1999, aos 75 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória, após anos afastado dos holofotes.

Trajetórias marcantes e o enfrentamento de doenças graves

Outros nomes que passaram pelo Jornal Nacional enfrentaram batalhas pessoais intensas. Berto Filho, figura constante nos anos 70 e 80, foi um dos rostos mais conhecidos do público, atuando também no Jornal Hoje. Em seus últimos anos, o jornalista viveu no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro. Ele faleceu em 12 de março de 2016, aos 75 anos, após lutar contra um câncer na garganta que evoluiu com metástase cerebral.

Eliakim Araújo, que formou um dos casais mais famosos da televisão ao lado de Leila Cordeiro, também deixou sua marca em edições de fim de semana e plantões do JN na década de 80. Com uma carreira sólida que incluiu passagens pela TV Manchete e pelo SBT, Eliakim faleceu em 17 de julho de 2016, aos 75 anos, nos Estados Unidos, devido a complicações de um câncer no pâncreas.

O impacto inesperado e a memória do plantão

A história do jornalismo também é feita de partidas repentinas. Eron Domingues, nome consagrado no Repórter Esso, foi um dos profissionais que atuou nos plantões do JN. Ele entrou para os anais da televisão ao noticiar, em agosto de 1974, a renúncia do presidente norte-americano Richard Nixon, utilizando imagens exclusivas via satélite. Poucas horas após esse feito histórico, Domingues sofreu um infarto fulminante enquanto dormia, falecendo precocemente aos 50 anos.

Estes profissionais não apenas leram notícias; eles foram testemunhas e narradores de transformações profundas. O respeito que o público mantém por esses nomes reflete a importância que o jornalismo exerce na sociedade, servindo como uma ponte entre os fatos e a compreensão da realidade. O Diário Independente segue comprometido em trazer o contexto e a memória de quem construiu a história da comunicação no Brasil. Continue acompanhando nosso portal para mais reportagens sobre os bastidores e os personagens que moldaram a nossa cultura.

Para mais informações sobre a história da televisão, você pode consultar o acervo do Memória Globo.

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