A história de Lionel Andrés Messi com a camisa da seleção argentina chegou ao seu capítulo final. Na última terça-feira (6), o Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, foi palco de uma despedida marcada por emoção, homenagens e a consagração definitiva de um dos maiores nomes da história do futebol mundial. O amistoso contra o Benin, vencido pelos donos da casa por 3 a 0, serviu apenas como pano de fundo para o adeus do camisa 10, que encerra um ciclo de 21 anos defendendo as cores da Albiceleste.
Legado e números de uma carreira vitoriosa
A trajetória de Messi pela seleção nacional é composta por números que ilustram sua longevidade e impacto. Ao longo de mais de duas décadas, o craque acumulou 208 partidas, anotando 126 gols e distribuindo 70 assistências. Mais do que estatísticas, o período foi marcado pela conquista de títulos que consolidaram o protagonismo argentino no cenário global, incluindo a Copa do Mundo de 2022, as Copas América de 2021 e 2024, além da Finalíssima.
O sucesso de Messi com a camisa nacional não se restringiu ao time principal. Em sua formação, o jogador já demonstrava o brilho que marcaria sua carreira, conquistando o Mundial sub-20 em 2005 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Essas conquistas iniciais foram o prenúncio de uma era que, embora tenha enfrentado momentos de pressão e críticas, culminou em uma das fases mais vitoriosas do futebol sul-americano sob o comando do técnico Lionel Scaloni.
Emoção e o último ato no Monumental
O clima de despedida tomou conta do ambiente muito antes do apito inicial. Imagens de TV registraram o camisa 10 visivelmente emocionado ainda no trajeto para o estádio. O sentimento de finitude contagiou a comissão técnica, com Scaloni e o próprio Messi deixando as lágrimas escorrerem durante a execução do hino nacional, um momento que simbolizou o peso da decisão para o atleta e para o país.
Dentro de campo, o jogo seguiu um roteiro de homenagem. Após um primeiro tempo sem gols contra o Benin, a Argentina abriu o placar logo aos dois minutos da etapa final, com um gol de Nicolás Otamendi, que também se despediu da equipe nacional, após cobrança de escanteio de Messi. O segundo gol, marcado por Nico Paz, trouxe um simbolismo especial: o jovem de 22 anos, apontado como uma das promessas para suceder o craque, finalizou uma jogada iniciada pelo próprio Messi.
O desfecho de uma era no futebol
O clímax da noite ocorreu aos 22 minutos do segundo tempo, quando Messi converteu um pênalti com precisão, deslocando o goleiro Marcel Dandjinou. O gol foi o selo final de uma carreira que transformou a relação entre o torcedor e seu maior ídolo. Mesmo após o tento, o capitão buscou ampliar o marcador até os instantes finais, mantendo a intensidade que sempre caracterizou seu estilo de jogo.
Com o apito final do árbitro chileno Fernando Véjar aos 49 minutos, encerrou-se oficialmente a “última dança” de Messi pela Argentina. O atleta deixa a seleção não apenas com títulos, mas com o reconhecimento de ter superado desafios e questionamentos ao longo de duas décadas. O legado deixado pelo camisa 10 agora passa a ser parte da história, enquanto o futebol argentino inicia o processo de transição para uma nova fase sem o seu maior expoente.
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