Durante um evento público realizado no último sábado (29), em Belo Horizonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um momento de confusão ao discursar sobre sua trajetória pessoal e o relacionamento com a atual esposa, Rosângela da Silva, conhecida como Janja. Ao tentar rememorar perdas e momentos marcantes de sua vida, o mandatário trocou o nome de sua companheira atual pelo de Marisa Letícia, sua segunda esposa, falecida em 2017.
A repercussão da fala e a correção imediata
O episódio ocorreu enquanto o presidente falava sobre as passagens mais difíceis de sua vida privada. Ao mencionar a perda de sua primeira esposa, Maria de Lourdes da Silva, e a trajetória ao lado de Marisa Letícia, Lula acabou se confundindo. “Eu perdi minha primeira mulher no parto, com dois anos de casado. Depois eu perdi a Janja depois de 45 anos de casado”, declarou o presidente.
A reação foi imediata, tanto por parte da plateia quanto da própria Janja, que estava presente no palco e prontamente corrigiu a fala do marido com um “eu não”. Percebendo o equívoco, o presidente esclareceu o contexto. Ele explicou que se referia a Marisa Letícia, que faleceu em fevereiro de 2017, aos 66 anos, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Após a correção, Lula aproveitou para reafirmar seu sentimento pela atual esposa, com quem oficializou a união em 18 de maio de 2022, descrevendo-a como a pessoa que o torna um “homem pleno”.
Declaração de afeto e momento pessoal
Após o esclarecimento, o tom do discurso mudou para uma declaração de afeto. Lula destacou que atravessa uma fase positiva em sua vida pessoal, creditando parte desse bem-estar à presença de Janja. “Queria dizer para vocês, na frente da minha mulher e na frente de vocês, vivo meu melhor momento como ser humano na passagem pela Terra”, afirmou o presidente diante do público mineiro.
Representatividade feminina na política nacional
Aproveitando o espaço, o presidente direcionou sua fala para a necessidade de maior representatividade feminina nas esferas de poder. Lula questionou o fato de as mulheres, embora sejam maioria na demografia brasileira, ainda ocuparem uma parcela minoritária das cadeiras no Legislativo. O presidente incentivou o eleitorado feminino a priorizar o voto em candidatas mulheres.
“Se todas as mulheres votassem em mulheres, a gente teria um Congresso com a maioria de mulheres”, defendeu. Ele questionou a plateia sobre os motivos pelos quais a maioria populacional não se reflete na composição do Senado, da Câmara dos Deputados e das assembleias legislativas. O discurso reforçou uma pauta recorrente do governo sobre a importância de ampliar a participação de mulheres na política, tema que pode ser acompanhado com mais detalhes através de fontes oficiais como o Portal do Governo Federal.
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