Petrobras batiza navio com tripulação 100% feminina e amplia frota nacional

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Petrobras batiza navio com tripulação 100% feminina e amplia frota nacional
© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras marcou um momento histórico para a navegação brasileira ao realizar, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, o batismo da embarcação Starnav Elektra. O navio, que se destaca por ser a primeira entrega do Programa Mar Aberto, iniciou suas operações com um marco simbólico e técnico: realizou o trajeto entre Santa Catarina e o Rio de Janeiro sob o comando de uma tripulação composta inteiramente por mulheres.

Sob a liderança da comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon, a equipe de 16 profissionais conduziu a embarcação, construída no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC). O projeto, que integra a estratégia de renovação e ampliação da frota da companhia, recebeu um investimento de R$ 450 milhões, reforçando a aposta da estatal na indústria naval brasileira.

Impacto estratégico e renovação da frota

Durante a cerimônia realizada nesta quinta-feira (17), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, enfatizou que o fortalecimento da frota própria é um pilar central para a eficiência operacional da empresa. Segundo a executiva, a utilização de ativos próprios não apenas otimiza o retorno de capital, mas também garante maior controle sobre a logística de suporte às plataformas nas bacias petrolíferas.

O Programa Mar Aberto possui metas ambiciosas para o curto prazo. De acordo com a gestão da estatal, a previsão é que 48 barcos sejam contratados até o final deste ano. A expansão continua em ritmo acelerado, com a expectativa de entrega de 96 embarcações, entre barcaças e empurradores, até o próximo ano. Magda Chambriard ressaltou que a indústria nacional tem demonstrado competitividade, vencendo licitações e impulsionando um novo ciclo de negócios no setor offshore.

Tecnologia e transição energética

Além do simbolismo da tripulação, o Starnav Elektra incorpora inovações voltadas para a sustentabilidade e a eficiência energética. Como um Platform Supply Vessel (PSV), a embarcação foi projetada para alinhar as operações logísticas às metas de descarbonização da Petrobras. O navio utiliza sistemas avançados de geração e distribuição de energia, incluindo o uso de bancos de baterias para otimizar o consumo.

A estrutura também conta com tecnologias de telemetria para monitoramento constante do consumo de combustível e sistemas anti-incrustação de última geração. Essas melhorias, somadas a técnicas modernas de pintura, visam reduzir significativamente a emissão de gases poluentes durante as operações marítimas. A Petrobras sinaliza, com este modelo, a possibilidade de operar futuramente com combustíveis renováveis, adaptando sua frota aos desafios da transição energética global. Para mais detalhes sobre os investimentos da estatal, consulte o portal oficial da Petrobras.

O Diário Independente segue acompanhando de perto os desdobramentos da indústria naval e os impactos das políticas de renovação de frota na economia nacional. Continue conosco para manter-se informado sobre os fatos que movimentam o Brasil e o setor de energia com a credibilidade e a profundidade que você exige.

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