O cenário da música sertaneja brasileira vive um momento de profunda consternação. Nesta quinta-feira (24), o Jardim Cemitério Pax, localizado em Sorocaba, no interior de São Paulo, tornou-se o ponto de encontro para a última homenagem ao cantor Rick. O artista, que formou uma das duplas mais emblemáticas do gênero ao lado de Renner, faleceu aos 59 anos após um trágico acidente de helicóptero ocorrido na última segunda-feira (21), em Urubici, Santa Catarina.
O acidente, que chocou o país, também vitimou o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Nóbrega e o copiloto Leopoldo Barros. Em respeito à dor dos entes queridos, a família optou por realizar uma cerimônia de despedida restrita, focada no acolhimento de familiares e amigos próximos, mantendo o sepultamento longe dos holofotes.
Presença de artistas e homenagens póstumas
Apesar do caráter reservado do evento, diversos nomes de peso da música nacional compareceram para prestar solidariedade. Entre os presentes, Zezé Di Camargo demonstrou visível abatimento ao se despedir do colega de profissão. A dupla Sandy e Junior também marcou presença logo nas primeiras horas da manhã, reforçando os laços de respeito construídos ao longo de décadas de carreira no meio artístico.
Outros nomes como Marrone, da dupla com Bruno, além de Alexandre e Althair, Zé Henrique e a dupla Gabriel e Paulinho, estiveram no local. A ausência física de alguns artistas foi suprida por homenagens delicadas, como a coroa de flores enviada por Faustão. A relação entre o apresentador e a dupla Rick & Renner foi estreitada por diversas participações memoráveis no programa Domingão, tornando o gesto uma forma de reconhecer o legado deixado pelo cantor.
Memórias e reflexões sobre a fragilidade da vida
Durante a cerimônia, o cantor Marrone compartilhou com a imprensa um relato emocionante sobre sua própria experiência com a morte. Em 2011, o sertanejo sobreviveu a um acidente de helicóptero em São José do Rio Preto, interior paulista. Ao relembrar o episódio, no qual a aeronave caiu pouco após a decolagem, ele destacou a importância do uso do cinto de segurança e a rapidez do atendimento do Samu, que, segundo ele, foi determinante para sua sobrevivência. O relato trouxe à tona a vulnerabilidade inerente à rotina de viagens constantes dos artistas brasileiros.
Privacidade e a memória do artista
A decisão da família de restringir o acesso ao velório foi comunicada através de uma nota oficial, que buscou separar a figura pública do homem por trás do microfone. O texto enfatiza que, embora o público tenha tido acesso ao artista durante toda a sua trajetória, o momento final pertencia a Geraldo — nome de batismo de Rick — e aos seus familiares.
“O Rick continuará vivo através de sua voz, de suas músicas, de sua história e de tudo o que construiu”, pontuou o comunicado. A família expressou o desejo de que os fãs guardem a imagem do cantor no palco, sorrindo e exercendo sua arte, enquanto o adeus final permanece envolto no silêncio e no respeito necessários para o luto. Até o momento, a presença de Renner, parceiro de longa data de Rick, não foi confirmada oficialmente, mantendo a expectativa dos presentes.
O Diário Independente segue acompanhando os desdobramentos deste caso, prestando homenagem à trajetória de um dos nomes que ajudou a moldar a história do sertanejo no Brasil. Continue conosco para mais atualizações sobre o cenário artístico nacional e informações relevantes que impactam o seu dia a dia.