Menor abstenção em duas décadas marca segundo turno das eleições com 2,9 milhões a menos de faltosos

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Menor abstenção em duas décadas marca segundo turno das eleições com 2,9 milhões a menos de faltosos
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O segundo turno das eleições gerais registrou uma queda expressiva no comparecimento às urnas em comparação à primeira etapa do pleito. De acordo com os dados consolidados pela Justiça Eleitoral, as abstenções caíram de 33.469.244 no primeiro turno para 30.509.005 de eleitores no segundo turno, representando uma diferença de mais de 2,9 milhões de pessoas que retornaram ao debate democrático e decidiram participar da votação.

Em termos percentuais, no primeiro turno 21,08% dos eleitores aptos preferiram não ir às urnas. Já neste domingo, o número de ausentes recuou para 19,22% do total de 158.745.502 cidadãos aptos a exercer o direito ao sufrágio. Esse movimento de retorno reduziu o índice de ausência ao menor patamar observado para segundos turnos nas últimas duas décadas, superando marcas recentes e mobilizando o eleitorado em todo o país.

Panorama da abstenção

Enquanto o primeiro turno das eleições gerais deste ano registrou recorde de abstenções, os dados mostram que o segundo turno teve o menor percentual dos últimos 20 anos. Na eleição de 2006, por exemplo, o percentual de ausências no segundo turno havia chegado a 18,99%, patamar que agora serve de parâmetro histórico para a análise estatística do comportamento cívico brasileiro.

Quando analisada a série histórica desde a redemocratização, o recorde de eleitores que se ausentaram do pleito foi registrado em 1989, quando as abstenções no segundo turno representaram 14,4% do total de eleitores aptos a votar. Já nos primeiros turnos, historicamente marcados por dinâmicas diferentes, o índice de 1994 marcou 17,77% de ausência quando o pleito foi decidido em etapa única.

Distribuição geográfica e perfil dos eleitores

Os levantamentos detalhados da Justiça Eleitoral apontam disparidades regionais e comportamentais significativas no perfil de quem deixou de votar. O maior percentual de abstenções foi registrado entre os eleitores no exterior, que somaram 58,37% do total de cidadãos aptos a votar em outros países, refletindo a complexidade logística da votação fora do território nacional. Entre os estados brasileiros, o Acre destacou-se ao registrar a maior taxa de ausência, com 26,08%.

Em contrapartida, recortes demográficos específicos apresentaram variações importantes na participação. A abstenção de eleitores com mais de 70 anos, faixa em que o voto é facultativo, registrou oscilação de 9,7 pontos percentuais, evidenciando o engajamento contínuo dessa parcela da população nos rumos políticos do país durante momentos decisivos.

Redução de votos brancos e nulos

Além da queda expressiva nas ausências, este segundo turno também registrou uma diminuição significativa no número de votos brancos e nulos, sinalizando uma polarização que mobilizou o eleitorado a fazer uma escolha definitiva nas urnas eletrônicas.

Ao todo, 1.430.496 eleitores votaram em branco, o equivalente a 1,12% dos votos válidos e totais da disputa. No primeiro turno, esse grupo havia somado 2.300.798 votos em branco, representando 1,84% do total computado pelas seções eleitorais.

O comportamento foi semelhante entre os eleitores que anularam o sufrágio. Os votos nulos neste segundo turno somaram 2.723.305, equivalente a 2,12% do total. No primeiro turno, o volume havia sido de 3.674.249 votos nulos, ou 2,93% do universo apurado.

O Diário Independente segue acompanhando os desdobramentos pós-eleitorais e a apuração oficial dos dados divulgados pelos órgãos competentes. Continue navegando em nosso portal para se manter informado com análises aprofundadas, reportagens contextualizadas e a cobertura completa dos principais acontecimentos do cenário nacional.

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