Torresmo em rocambole: a tradição gastronômica que conquistou Juiz de Fora

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Torresmo em rocambole: a tradição gastronômica que conquistou Juiz de Fora
No Dia do Torresmo, celebrado nesta terça-feira (25), o g1 conta como a receita surgiu e se tornou tradição em Juiz de Fora Como tudo começou

A cultura de boteco em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, encontrou em uma receita específica o seu maior símbolo de longevidade e sabor. Há mais de três décadas, o torresmo em formato de rocambole tornou-se uma referência na cidade, consolidando o legado do comerciante Luiz Antônio Corrêa, o Totonho. O prato, que hoje é o carro-chefe de três unidades do estabelecimento que leva seu nome, nasceu de uma curiosidade técnica e de um longo processo de experimentação culinária.

A origem da receita e o período de testes

A história teve início quando Totonho, em uma viagem, observou uma técnica diferenciada de preparo da carne suína. Ao retornar para Juiz de Fora, o desafio era adaptar aquele conceito para o paladar local e para a estrutura de seu pequeno negócio, que na época funcionava em uma garagem no bairro Retiro. O processo de desenvolvimento da iguaria não foi imediato, exigindo cerca de um ano de dedicação exclusiva aos testes.

O preparo envolve a seleção rigorosa da barriga de porco, que passa por um processo de desidratação em forno após ser temperada com sal e cachaça. O formato de rocambole é o diferencial que garante a textura crocante por fora e macia por dentro. A validação final ocorreu em um sábado, quando a clientela que frequentava o bar aprovou a novidade, transformando o prato, quase instantaneamente, no item mais requisitado do cardápio.

Expansão e gestão familiar

O sucesso do torresmo foi o motor que impulsionou o crescimento do Bar do Totonho. O que começou em uma rua sem saída, atraindo moradores da vizinhança com petiscos tradicionais como moela e espetinhos, expandiu-se para três unidades estratégicas na cidade: nos bairros Retiro e São Mateus, além de uma operação no shopping Jardim Norte. A gestão do negócio mantém um caráter familiar, com a esposa de Totonho liderando a cozinha e os filhos auxiliando na produção e distribuição.

Mesmo com a escala ampliada, o controle de qualidade permanece sob a supervisão direta do fundador. Aos 67 anos, Totonho afirma que a essência do negócio vai além da gastronomia. “Falta no mundo não é dinheiro, é amizade com os clientes, carinho”, reflete o empresário, que mantém laços estreitos com frequentadores que acompanham a casa desde a década de 1980. Para ele, a longevidade do estabelecimento é um reflexo dessa conexão humana.

Impacto cultural na gastronomia mineira

O reconhecimento do torresmo como um ícone local é celebrado anualmente, reforçando a importância da culinária de raiz na identidade de Juiz de Fora. A trajetória de Totonho é um exemplo de como a inovação em pratos tradicionais pode gerar impacto econômico e social duradouro. Para aprofundar-se em outras histórias de empreendedorismo e tradições culinárias que moldam a nossa região, continue acompanhando o Diário Independente, seu portal de referência em informação de qualidade e contexto.

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