Anvisa proíbe comercialização e uso de itens da United Labz por falta de registro e risco à saúde

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Anvisa proíbe comercialização e uso de itens da United Labz por falta de registro e risco à saúde
© Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma determinação rigorosa nesta terça-feira (1º), ordenando a apreensão imediata de todos os produtos comercializados sob a marca United Labz. A medida, formalizada por meio da Resolução-RE 3.440, publicada no Diário Oficial da União, proíbe integralmente a fabricação, o armazenamento, a distribuição, a venda, a importação e a divulgação dos itens em todo o território nacional.

Irregularidades e riscos à saúde pública

O cerne da decisão reside na ausência total de regularização da marca perante o órgão regulador brasileiro. Segundo a Anvisa, os produtos da United Labz são fabricados por uma empresa de procedência desconhecida e não possuem qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro obrigatório. A comercialização desses itens, mesmo que amplamente divulgada em ambientes digitais, ocorre à margem da lei, colocando em risco direto a segurança dos consumidores que buscam alternativas para o controle de peso.

O mercado paralelo de emagrecedores

A United Labz posiciona-se em seus canais oficiais como uma empresa sediada nos Estados Unidos, ofertando canetas emagrecedoras importadas. O portfólio da marca foca em substâncias como a Tirzepatida, utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, e a Retatrutida. Esta última, no entanto, ainda se encontra em fase de desenvolvimento clínico e não possui registro sanitário aprovado em nenhum país do mundo, o que eleva exponencialmente o perigo associado ao seu uso sem supervisão ou procedência garantida.

Alerta sobre o consumo de produtos sem procedência

O cenário atual de alta demanda por terapias farmacológicas voltadas ao emagrecimento tem impulsionado o surgimento de ofertas irregulares. A Anvisa reforça que a aquisição de medicamentos por meio de canais não autorizados ignora os protocolos de segurança, eficácia e qualidade exigidos para proteger a população. O consumo de substâncias sem procedência comprovada pode resultar em efeitos colaterais graves, interações medicamentosas perigosas e a ausência de eficácia terapêutica, uma vez que não há garantia sobre a composição real dos frascos.

A reportagem buscou contato com a United Labz para obter um posicionamento oficial sobre a determinação da agência reguladora, mas até o fechamento desta edição, não houve retorno. O Diário Independente segue acompanhando o caso e as ações de fiscalização da Anvisa para garantir que nossos leitores estejam sempre protegidos e bem informados sobre temas de saúde pública. Continue conosco para mais atualizações sobre este e outros assuntos que impactam o seu cotidiano.

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