Fiocruz recebe aval da Anvisa para testes clínicos de vacina brasileira de Rnam

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Fiocruz recebe aval da Anvisa para testes clínicos de vacina brasileira de Rnam
Bernardo Portella/Fiocruz

A ciência brasileira alcançou um marco significativo no combate à pandemia de covid-19. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização oficial para que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dê início aos estudos clínicos da primeira vacina de RNA mensageiro (RNAm) desenvolvida integralmente no país. O imunizante, concebido pela plataforma tecnológica de Bio-Manguinhos, representa um passo estratégico para a soberania sanitária nacional.

Avanço tecnológico e etapas de validação

O projeto, que agora entra na fase de testes em humanos, superou com sucesso todas as etapas pré-clínicas. Durante esse período inicial, pesquisadores conduziram análises rigorosas que comprovaram a eficácia da proteção contra o vírus, além de realizarem estudos toxicológicos e de escalonamento de produção. A tecnologia de RNAm, a mesma utilizada nos imunizantes mais eficazes aplicados globalmente, permite uma resposta rápida e adaptável a novas variantes, sendo um pilar fundamental para a continuidade do controle da doença.

O estudo de Fase 1 tem como foco central a avaliação da segurança e da capacidade de indução de resposta imune — a chamada imunogenicidade — do imunizante. O objetivo é validar o uso do produto como dose de reforço, alinhando-se às diretrizes atuais do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Para mais detalhes sobre as diretrizes de imunização, consulte o portal oficial da Agência Brasil.

Recrutamento e cronograma do estudo

A etapa de recrutamento dos voluntários está programada para ocorrer no primeiro trimestre de 2027. A pesquisa incluirá 90 participantes saudáveis, com idades compreendidas entre 18 e 59 anos. O processo de seleção e acompanhamento será realizado em centros especializados no Rio de Janeiro, especificamente na Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e na Policlínica Lincoln de Freitas Filho.

A metodologia do estudo prevê um período de inclusão de seis meses para o grupo de voluntários. Após a aplicação da dose, cada participante será monitorado por um período adicional de seis meses, garantindo a coleta de dados robustos sobre a tolerabilidade e a eficácia da vacina. Este acompanhamento é essencial para garantir que o imunizante atenda aos rigorosos padrões de segurança exigidos pelas autoridades sanitárias brasileiras antes de qualquer possibilidade de distribuição em larga escala.

O Diário Independente segue acompanhando de perto os desdobramentos desta pesquisa e o impacto das inovações tecnológicas na saúde pública brasileira. Mantenha-se informado sobre os avanços científicos, políticas públicas e o cenário nacional assinando nossa newsletter e acompanhando nossas atualizações diárias, sempre pautadas pelo compromisso com a veracidade e a profundidade jornalística.

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