Banco Central atualiza normas do PIX para reforçar segurança e ampliar pagamentos

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Banco Central atualiza normas do PIX para reforçar segurança e ampliar pagamentos
© Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central (BC) oficializou uma série de mudanças estruturais no regulamento do Pix, visando não apenas o aprimoramento tecnológico da ferramenta, mas também um reforço rigoroso na segurança dos usuários e na eficiência operacional das instituições financeiras. As medidas abrangem desde a integração de modalidades de cobrança até ajustes nas regras de participação no ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

Integração de pagamentos e cobrança híbrida

Uma das inovações mais aguardadas é a regulamentação da chamada cobrança híbrida, que consolida o boleto tradicional e o QR Code do Pix em um único documento. A medida, com vigência prevista para fevereiro de 2027, busca eliminar a confusão dos consumidores e reduzir drasticamente a incidência de pagamentos em duplicidade ou erros operacionais. Ao unificar as formas de quitação, o sistema torna o processo mais fluido e transparente para o pagador.

Pix Automático em contas-salário

A partir de julho de 2027, o Pix Automático passará a ser permitido para contas-salário. A funcionalidade, que já vem ganhando espaço no varejo e em serviços recorrentes, deve facilitar a gestão financeira dos trabalhadores, permitindo que compromissos financeiros sejam quitados diretamente na fonte, sem a necessidade de intervenção manual do cliente a cada ciclo de pagamento.

Segurança e critérios de participação

O regulador também revisou os critérios para a permanência de instituições no sistema. O Banco Central estabeleceu que instituições em liquidação extrajudicial sofrerão suspensão imediata de suas atividades no ecossistema Pix. Além disso, a regra de exclusão para empresas que não cumprirem os requisitos mínimos de capital social e patrimônio líquido passará a ter efeito imediato, eliminando o período de carência de 30 dias que existia anteriormente.

Essas alterações visam proteger o consumidor final, garantindo que, caso uma instituição financeira enfrente instabilidade ou encerre suas operações, o acesso aos recursos dos clientes seja preservado com maior agilidade. O BC também abriu margem para dispensar a participação obrigatória de instituições com mais de 500 mil contas ativas, desde que o modelo de negócio ou o perfil específico da base de clientes não justifique a integração total à infraestrutura do Pix.

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