O passado recente dos encontros entre Boca Juniors e o futebol brasileiro tem sido mais positivo para o lado de cá. O que não significa que a fama do tradicional clube argentino nesse tipo de confronto deva ser desprezada. O Vasco entrou para a estatística ao ver terminar o sonho de ir à final da Copa Sul-Americana, em partida disputada na noite desta terça-feira (20), com vitória do Boca por 3 a 1 em um Maracanã lotado.
Este resultado marcou a 19ª classificação dos hermanos em 27 duelos eliminatórios, incluindo finais, contra rivais do país. O aproveitamento é expressivo e alcança 70,4%, consolidando a equipe argentina como uma das presenças mais temidas em mata-matas continentais ao longo da história do futebol sul-americano.
Retrospecto histórico e a força em solo nacional
Nos últimos anos, os times brasileiros conseguiram diminuir a diferença para o Boca em confrontos diretos. De 2021 para cá, clubes como Santos, Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro e Fluminense — este último em uma final de Libertadores — levaram a melhor em eliminatórias contra os argentinos.
Apesar dessa reação recente, o clube de Buenos Aires coleciona atuações memoráveis no Brasil. Em 2003, nas oitavas de final da Libertadores, o Boca superou uma derrota em casa para o Paysandu com uma goleada no Mangueirão. No mesmo ano, bateu o Santos no Morumbi para conquistar o título. Em 2007, superou o Grêmio no estádio Olímpico, em Porto Alegre.
A campanha na Copa Sul-Americana
Nesta edição da Sul-Americana, o Cruzmaltino tornou-se a segunda vítima brasileira dos argentinos. Nas quartas de final, o Boca já havia superado o São Paulo. Depois de vencer na Bombonera por 1 a 0, a equipe argentina segurou um empate por 1 a 1 no Morumbis para garantir a vaga na fase seguinte.
O cenário da eliminação vascaína tornou o revés ainda mais dolorido para a torcida. A equipe havia vencido o jogo de ida em Buenos Aires por 1 a 0, tornando-se apenas o oitavo time brasileiro a derrotar o rival em sua casa em partidas oficiais.
Disputa judicial e drama no Maracanã
A realização da partida no Maracanã foi alvo de longa disputa jurídica entre o Vasco e o consórcio formado por Flamengo e Fluminense, administrador do estádio. Foram três semanas de impasses e ameaças da Conmebol de transferir o confronto para o Paraguai.
Dentro de campo, o panorama mudou rapidamente. Aos quatro minutos, o zagueiro Lautaro Di Lollo abriu o placar para o Boca. Aos 33, Miguel Merentiel ampliou para os visitantes. Na segunda etapa, o Vasco reagiu e diminuiu com Puma Rodríguez aos 20 minutos, incendiando a torcida presente no estádio.
Quando a pressão aumentava em busca do gol da virada, o volante Leandro Paredes arriscou de fora da área e contou com falha do goleiro Léo Jardim para dar números finais à partida e confirmar a classificação argentina.
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