Anvisa estabelece novas diretrizes para controle de qualidade em laboratórios

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Anvisa estabelece novas diretrizes para controle de qualidade em laboratórios
Rudson Amorim / Fiocruz

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou, nesta sexta-feira (28), uma atualização significativa nas normas que regem o funcionamento de laboratórios públicos e privados no Brasil. A medida impacta diretamente as instituições responsáveis por realizar ensaios de controle de qualidade em produtos e serviços que dependem de autorização e monitoramento sanitário para chegar ao consumidor final.

Padronização e gestão de qualidade técnica

O foco central da nova resolução é elevar o rigor técnico das análises laboratoriais. Entre as exigências estabelecidas, destaca-se a obrigatoriedade de manter uma licença sanitária vigente e a presença constante de um responsável técnico devidamente habilitado.

Além disso, os laboratórios deverão implementar um sistema de gestão da qualidade alinhado à norma internacional ABNT NBR ISO/IEC 17025. Este padrão é reconhecido mundialmente por definir requisitos rigorosos para a competência de laboratórios de ensaio e calibração, garantindo que os resultados obtidos sejam precisos, rastreáveis e internacionalmente aceitos.

Reforço na biossegurança e monitoramento

A atualização normativa também amplia o escopo da biossegurança. As instituições precisarão demonstrar controle efetivo sobre riscos operacionais, o que inclui a implementação de programas rigorosos de controle de pragas e um gerenciamento de resíduos alinhado às normas ambientais e sanitárias vigentes.

A capacitação contínua das equipes também se tornou um pilar central. Os laboratórios devem manter programas de treinamento periódico para seus profissionais, assegurando que o monitoramento de agentes físicos, químicos e biológicos seja realizado com máxima segurança, protegendo tanto os operadores quanto a integridade das amostras analisadas.

Exigências específicas para o setor farmacêutico

Para laboratórios que atuam na análise de medicamentos e vacinas, a Anvisa impôs critérios ainda mais estritos. Essas unidades deverão seguir rigorosamente as boas práticas definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), garantindo que o controle de qualidade farmacêutica no Brasil esteja em sintonia com os padrões globais de segurança e eficácia terapêutica.

A agência informou que a medida visa fortalecer a confiabilidade dos ensaios realizados no país. Com a nova regra, a Anvisa também passará a exigir o compartilhamento de dados laboratoriais em situações específicas de monitoramento, cujos prazos e critérios serão detalhados em uma futura instrução normativa.

Transparência e prazos de adequação

Sobre a divulgação de resultados, a norma estabelece que as autoridades sanitárias devem tornar públicos os dados de monitoramento de mercado. Contudo, em casos de resultados insatisfatórios, a publicidade só será permitida após o encerramento das investigações sobre possíveis irregularidades, evitando a exposição indevida de empresas antes da comprovação de falhas.

Os laboratórios terão o prazo de um ano para concluir a adaptação às novas exigências, especialmente no que tange à norma ISO/IEC 17025 e às diretrizes internacionais para produtos farmacêuticos. O Diário Independente continuará acompanhando os desdobramentos desta atualização e como o setor se prepara para atender aos novos padrões de excelência exigidos pela vigilância sanitária.

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